A Revolução Quântica da Minha Alma: Do “Fracasso” à Minha Soberania Pessoal
Por muito tempo, fui condicionada a temer o fracasso, a dor e os desvios de rota. Acreditava que o sucesso era uma linha reta e que qualquer obstáculo era um sinal de que eu não era boa o suficiente para cocriar a vida que desejava. Eu via a minha trajetória como uma sucessão de falhas: o blog que não deslanchou e as promessas de prosperidade que se revelaram meras ilusões. Mas a maior ilusão de todas foi a Matrix. A Matrix, para mim, é o sistema, uma teia de controle, de crenças e condicionamentos que nos mantém presos em ciclos de dor, culpa e carência, mesmo dentro de um caminho que parece ser de luz.
Foi em um momento de profunda estagnação que compreendi algo que mudou minha percepção por completo. Esses “fracassos” não eram falhas, mas sintomas de que eu estava tentando construir uma nova realidade sobre alicerces vibracionais completamente contaminados. A vida não trava por acaso. Ela me para, me congela e revela as ilusões para me mostrar que eu precisava mudar o meu alicerce energético, não a direção dos meus sonhos. Foi um processo de alquimia interna, um salto quântico que me levou a um novo estado de consciência.
O Salto Quântico Dolorido e o Vazio Essencial
Esse salto quântico foi profundamente dolorido. Foi o momento em que o véu da ilusão foi retirado e eu me deparei com a verdade sobre o que antes parecia sólido. Figuras, crenças e uma espiritualidade que já não ressoavam com a minha frequência energética simplesmente se desintegraram. Foi um choque, mas foi também o afastamento do que era falso, do que drenava a minha energia vital. Eu perdi a fé na espiritualidade baseada em medo e controle e, com ela, meu ego espiritual também se dissolveu.
Essa quebra de paradigmas foi uma experiência profunda. Ela me trouxe clareza e confusão ao mesmo tempo, mas eu sabia que era um ponto de virada, o começo de uma nova forma de manifestação. Esse despertar trouxe um vazio, uma ausência, uma tristeza que acompanhou meu crescimento e minha libertação. Essa tristeza se manifestou, especialmente, quando o meu caminho se distanciou de pessoas importantes, como amigos e companheiros que não ressoavam mais na mesma frequência.
A tristeza como portal de cura
A coragem de seguir sozinha com a minha verdade se misturou com o peso da ausência. A sensação de abandono, quando alguém importante simplesmente vai embora, deixou um vazio que parece pesado demais para carregar. A vida me exigiu que eu seguisse em frente, enfrentando a ausência com coragem. No entanto, eu pude ver que essa tristeza era, na verdade, um portal para a cura. Um rio que limpava e renovava, uma liberação que só o choro sincero me trouxe. Eu entendi que, no meu processo de elevação, algumas despedidas eram necessárias.
O direito de sentir
É importante ressaltar que os meus sentimentos não precisam de validação externa. Sinto o que sinto, e isso é legítimo em mim. Ninguém tem o direito de dizer “você está se sentindo isso ou aquilo” ou de me dizer como devo me sentir. A minha experiência e as minhas emoções são a minha bússola, e é com elas que me guio.
O Fracasso como Guia Vibracional e o Fim da Procura Externa
A inércia e a estagnação não foram acidentes. Elas foram sintomas de que eu estava operando em um modo de escassez. Acreditava que o dinheiro era uma “concessão espiritual” e que, para ser uma pessoa “boa”, eu precisava vibrar na frequência da falta. O fechamento da loja foi, na verdade, um ato de misericórdia do universo, me dizendo para não gastar minha energia ali. “O problema não é o que você faz, mas a sua frequência vibracional”, entendi.
A armadilha do relacionamento tóxico
A maior armadilha energética que encontrei foi a crença de que a salvação viria de algo ou de alguém que me salvaria. Eu me submetia a um relacionamento tóxico e abusivo, não por amor, mas por necessidade financeira, por um medo profundo de brilhar e de dar conta da minha própria vida. Eu via aquele ser como um “banco”, uma tábua de salvação, uma zona de conforto que era a mais desconfortável que eu poderia imaginar.
O que eu pensava ser amor, era apego. No início, a paixão em um relacionamento narcisista me explodiu por todos os poros, mas eu parei de me enganar, de me segurar na carência e de arrumar desculpas para as humilhações, traições, indiferenças e falta de respeito. Eu sabia que a única parte de mim que se conectava com aquela toxicidade era o medo. Olhei para a situação e entendi: eu estava me lesando. Não era sobre alma gêmea, resgates ou karma. Era sobre o meu medo de enfrentar a mim mesma.
O encerramento do sonho da loja virtual
O encerramento do sonho da loja virtual foi mais um ponto de virada. Eu já havia dito que aquele não era meu sonho. Meu desejo sempre foi ter meu blog e meu canal do YouTube. A loja foi mais um dos padrões embutidos de alguém externo decidindo o que seria bom para mim, o que eu deveria ou não sonhar.
Em um primeiro momento, a perspectiva do e-commerce surgiu como uma necessidade financeira para sair de um relacionamento abusivo. A loja não fluiu, porque mais uma vez, era um caminho que alguém disse que seria bom para mim. E quando me aprofundei na busca por fornecedores de produtos como velas, incensos e cristais, eu percebi que aquilo já não ressoava mais comigo. Como uma vela pode me iluminar se eu não busco a minha própria luz? Foi aí que entendi que a loja, que nem o nome eu escolhi, não era para mim. Era, mais uma vez, um sonho que não era meu, mais uma forma de me aprisionar na Matrix do comércio e de padrões pré-estabelecidos.
Desconstruindo a Nova Era e o Mito da Transição Planetária
Em minha busca, percebi que a Matrix não se limita às religiões tradicionais, como o espiritismo, que nos aprisionam na roda de Samsara com ciclos intermináveis de reencarnações, resgates e culpas. A Nova Era também criou suas próprias armadilhas. Nela, somos obrigados a “ascencionar” para uma Terra 5D, temos que vibrar sempre em 1000hz, não podemos sentir raiva ou xingar, temos que ser “gratiluz”, fazer orações de 21 dias, usar chama violeta e esperar que seres extraterrestres nos salvem ou nos levem para naves espaciais para nos dizer o que fazer e como agir.
Nova Era como nova forma de Matrix
Eu percebi que essa crença é apenas outra forma de terceirizar meu poder.
A transição como processo interno
A Transição Planetária, que é a mudança da frequência vibracional da Terra, que está passando da dimensão 3D para a 5D, não é um evento externo a ser esperado. Na espiritualidade, a 3D representa uma dimensão de dualidade, medo e escassez. Já a 5D é uma dimensão de unidade, amor incondicional e cocriação consciente, onde minhas ações são guiadas pelo coração e pela intuição. Para mim, a Transição Planetária é um processo interno de despertar e de mudança de consciência. Eu não sei se já fiz essa transição, mas entendo que não preciso falar sobre algo que não sei ao certo.
A estagnação do blog como aprendizado
Eu também percebi que a falta de fluidez do meu blog não era um fracasso. Foi a falta de conhecimento técnico no WordPress e, principalmente, a falta de confiança em nas minhas capacidades técnicas, a credibilidade que eu dava a uma inteligência artificial em vez de me conectar com a minha própria sabedoria.
A Soberania da Alma: EU SOU O EU SOU
Minha busca de volta para casa não depende de validação externa. Eu já identifiquei todos os padrões, correntes e nós que me mantinham nesse ciclo repetitivo. O único ambiente que eu preciso alinhar são todos os meus corpos e chakras. Eles são o meu sistema de energia. Minha maior vitória não é o sucesso, mas a revelação de que eu já sou o caminho. Eu sou a minha própria salvação, o meu próprio guia e o meu próprio milagre.
A armadilha do salvador
A busca por um salvador é a maior armadilha de todas. A verdade não está na espera, na obediência a uma doutrina, em rituais ou na esperança de que alguém de fora vai resolver a minha vida. O único caminho para a liberdade é para dentro. É por isso que eu não preciso de mestres, guias, mentores, deuses, anjos, arcanjos, mestres Ascensos, etc… EU SOU O EU SOU.
A Nova Terra como estado de ser
A Nova Terra não é um lugar para onde vamos, mas um estado de ser que eu construo dentro de mim. É um espaço livre do “lixo” do passado, onde a minha trajetória, com todos os seus desafios, se torna a minha maior cura. A minha história, com todos os meus desafios, é o meu maior tesouro. E a minha maior vitória é a revelação de que eu já sou o caminho. Eu sou a minha própria salvação, o meu próprio guia e o meu próprio milagre.
O chamado da autonomia
Essa é a força e a clareza da minha decisão – um chamado poderoso para a autonomia, para o alinhamento verdadeiro dentro de mim, e para a cocriação consciente da minha realidade. É a manifestação da minha verdade.