Rituais sem Misticismo: O Sagrado na Rotina

Durante anos, eu fui quem esperavam que eu fosse.
Cumpri os papéis.
Segui os roteiros.
Disse “sim” quando queria dizer “não”.
Engoli perguntas. Calei a alma.
Acreditei que liberdade era perigosa e que obediência era virtude.

Mas a alma… a alma não nasceu pra viver roteiros.

Aos poucos, comecei a enxergar as armadilhas:
as crenças prontas, os caminhos decorados, a culpa silenciosa de não se encaixar.
E entendi: a matrix não é só um sistema lá fora — ela também vive dentro da gente.

Sair da matrix é mais do que desconfiar do mundo.
É desconstruir o que nos ensinaram sobre amor, sucesso, espiritualidade, culpa e pertencimento.
É ter coragem de ouvir a própria verdade — mesmo que ela contradiga tudo.

Hoje, não sigo mais o script.
Escrevo o meu.
Com erros, pausas, quedas e escolhas.
Mas com a dignidade de ser inteira.

Aqui compartilho minhas reflexões, rupturas, desprogramações e reconexões.
Não pra te convencer de nada —
mas pra te lembrar que você pode se lembrar de quem é.

E, talvez, reencontrar a si mesma fora do roteiro.

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